Transformação do mercado e competitividade: os destaques da agenda de gás natural da ROG.e 2026

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Publicado em 10 de setembro de 2026

Se a transição energética é um dos temas centrais da ROG.e, o gás natural tem papel destacado como um dos principais vetores para viabilizar e servir como ponte para essa transformação. Entre os dias 21 e 24 de setembro, o maior festival de energia do planeta reunirá no Riocentro, no Rio de Janeiro, representantes da indústria, reguladores, produtores, comercializadores, transportadores, distribuidoras, consumidores, e demais especialistas para discutir os desafios e as oportunidades do mercado brasileiro.

Mais do que uma fonte de energia, o gás natural será debatido sob diferentes perspectivas: competitividade, regulação, oferta doméstica e importação, expansão da infraestrutura, ampliação da demanda, desenvolvimento do mercado livre, integração com o setor elétrico, segurança energética e complementaridade com biometano e hidrogênio.

A amplitude da programação dedicada ao tema mostra que o debate sobre gás no Brasil está entrando em uma nova fase. O foco se volta cada vez mais para o desenvolvimento de um mercado dinâmico, competitivo e com maior liquidez, capaz de atender às necessidades da indústria e da transição energética.

Além dos mais de 70 artigos técnicos que serão apresentados ao longo do Congresso da ROG.e, a programação de gás natural da ROG.e contará com a participação de 36 empresas, associações e entidades governamentais: Abiogás, Abpip, Agenersa, ANP, Bahiagas, Brava, Calden, Comgás, Conselho de Usuários, CSN, Edge, Enerflex, Equinor, GasHub, IBP, MGas JF, MME, OLACDE, Origem Energia, Pan American Energy, Petrobras, Prysma ET Consultores, PUC-Rio/EPUSP, Repsol Sinopec, Rystad Energy, Shell Energy, Sinergás, Solví, TAG, TBG, Ternium, TotalEnergies, UFF, Urca Energia, Voqen e Yara.

A próxima fronteira: como expandir a demanda

Um dos pontos altos da programação será a sessão especial “Vetores de Expansão da Demanda de Gás no Brasil em um Mundo em Transição Energética, que abordará o papel do insumo na geração elétrica, na descarbonização do setor industrial e do transporte rodoviário, bem como as perspectivas de novas demandas, como em Data Centers, por exemplo. Também será discutido o papel do biometano na descarbonização da demanda de gás natural.

Regulação ou competitividade: o que falta para o mercado avançar?

O momento atual do setor deve ser retratado no painel “O Futuro do Gás Natural no Brasil Depende Mais da Regulação ou da Competitividade?”, que propõe uma reflexão sobre os fatores que impactam o futuro do mercado de gás natural no Brasil, discutindo o peso relativo da regulação e da competitividade na consolidação do setor. A partir dos avanços decorrentes da Lei nº 14.134/2021 (Lei do Gás), o debate discutirá como o novo desenho de mercado tem influenciado a entrada de novos agentes, as condições de concorrência e a dinâmica de investimentos.

O novo desenho do mercado brasileiro

Outro eixo importante da programação está ligado à abertura de mercado. Sessões como “Gás em Transformação: Abertura de Mercado, Competição e o Novo Jogo da Energia no Brasil”, Novos Agentes e Novos Produtos – Aumentando a Liquidez no Mercado, Mercado Livre de Gás Natural: Avanços e Desafios e “Comercialização, Liquidez e Contratos no Mercado de Gás” estão em linha com a tendência do funcionamento do mercado cada vez mais sofisticado.

O avanço da abertura do mercado e a entrada de novos agentes vêm transformando a dinâmica do setor de gás natural no país. Nesse cenário, ganham relevância temas como a harmonização regulatória, a definição clara de responsabilidades entre os diferentes elos da cadeia e a evolução dos modelos contratuais, por exemplo.

Infraestrutura continua sendo peça-chave

Mesmo com os avanços regulatórios, a infraestrutura também merece destaque. Sessões como Transporte de Gás: A Espinha Dorsal de Um Mercado Competitivo e “Transporte de Gás, Capacidade e Desenho Tarifário” evidenciam que a consolidação de um mercado mais competitivo passa pelo aprimoramento das regras e da infraestrutura de transporte. Temas como investimentos, revisão tarifária e integração das áreas de mercado estarão no centro das discussões sobre os caminhos para ampliar o acesso ao gás natural e aumentar a eficiência do setor.

Produção nacional e segurança energética

A oferta também terá espaço de destaque. Sessões voltadas ao “Panorama da Indústria de Gás Natural no Brasil”, às Oportunidades e Desafios para a Expansão da Oferta de Gás Natural e ao debate sobre “Gás Natural e Mercado Onshore” devem explorar o potencial brasileiro para ampliar a produção e diversificar as fontes de suprimento. O tema ganha relevância em um contexto de crescente preocupação global com segurança energética e resiliência dos sistemas de abastecimento.

Integração e sinergias: o papel do gás em um sistema energético mais conectado

Além das discussões sobre regulação e competitividade, a ROG.e dará destaque crescente à integração entre diferentes mercados energéticos e à complementaridade entre moléculas convencionais e renováveis.

O painel “Oportunidades para um Mercado de Gás Integrado no Cone Sul” será um dos destaques da programação, ao discutir os desafios e as oportunidades da integração do mercado, à luz das transformações recentes na oferta. As perspectivas de ampliação da oferta argentina, o declínio da produção boliviana e seus impactos sobre os fluxos comerciais e a segurança de suprimento serão parte relevante dessa discussão, assim como o impacto dessa integração na produção doméstica e na demanda brasileira. Também serão analisadas as questões regulatórias, contratuais, de adequação da infraestrutura dutoviária e institucional necessárias para essa integração.

Ao longo dessa programação, sessões como “Integração Gás-Eletricidade”, “Biometano/Biogás”, “A Integração entre Gás Natural e Biometano para Garantir a Segurança Energética”, “Biometano e Sinergias com Gás Natural” e “Integração do Gás Natural, Biometano e Hidrogênio na Transição Energética” mostrarão como o setor está evoluindo para uma visão mais ampla e conectada da energia.

A discussão reflete uma tendência observada globalmente: em vez de enxergar diferentes fontes energéticas como concorrentes, especialistas e empresas buscam explorar suas complementaridades. Nesse contexto, o gás natural aparece como um importante elemento de flexibilidade para o sistema elétrico, enquanto biometano e hidrogênio surgem como alternativas para impulsionar a descarbonização aproveitando, em muitos casos, a infraestrutura já existente.

Confira a programação completa aqui.

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