Plataformas de petróleo: quais os tipos e como funcionam

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ATUALIZADO EM junho 2021

As plataformas de petróleo são o coração da indústria de óleo e gás. No Brasil, elas são a primeira imagem que vem à mente quando se fala em exploração e produção de petróleo. São estruturas gigantescas, verdadeiras cidades no mar, responsáveis por realizar atividades tanto de exploração quanto de produção do petróleo.

Plataformas de petróleo: quais os tipos e como funcionam

Existem diferentes tipos de plataformas, estruturas que se adequam às condições de cada campo de petróleo e ao tipo de atividade. O Além da Superfície preparou um conteúdo especial, detalhando os sete diferentes tipos de plataformas. Em dezembro de 2019, existiam no Brasil um total de 100 plataformas em operação. Confira a seguir.

Navio-sonda: é uma plataforma de exploração flutuante com casco em forma de navio. Costuma ser usada para perfuração de poços. Pode ser ancorada no solo marítimo ou dotada de sistema de posicionamento dinâmico. Pode operar em águas ultraprofundas, alcançando mais de 2 mil metros de lâmina d ́água. Possui maior autonomia para perfurar em grandes distâncias da costa.

Plataforma fixa: funciona como uma estrutura rígida, fixada no fundo do mar por um sistema de estacas cravadas. É usada na perfuração de poços e na produção de petróleo em lâminas d’água de até 300 metros. Entre as vantagens, a instalação é mais simples e permite que o controle dos poços seja feito na superfície.

Plataforma autoelevável: é formada por uma balsa e três ou mais pernas de tamanhos variáveis, que se movimentam até atingirem o fundo do mar. Ao chegar à locação, um mecanismo faz as pernas descerem e serem assentadas no solo marinho. É usada para perfurar poços em águas rasas, até 150 metros de lâmina d´água.

Plataforma semi-submersível: formada por um ou mais conveses, apoiado por colunas em flutuadores submersos. A estabilidade é controlada por um sistema de ancoragem (âncoras, cabos e correntes) e de posicionamento dinâmico, com propulsores instalados no casco. Por isso, é indicada para grandes profundidades (2.000 metros). Usada na perfuração de poços e na produção de petróleo.

FPSO – Floating, Production, Storage and Operation (sigla em inglês para o navio-plataforma utilizado na extração de petróleo): plataforma flutuante, convertida a partir de navios petroleiros, na maioria dos casos, pode produzir, armazenar e transferir petróleo. Assim como a semissubmersível, é ancorada no solo marinho e indicada para águas profundas e ultraprofundas. Tem grande mobilidade e é usada principalmente em locais mais isolados. A capacidade de armazenamento permite que opere a grandes distâncias da costa, onde a construção de oleodutos é inviável. O óleo é escoado por navios-aliviadores e o gás, por meio de dutos.

FPSO Monocoluna: é um FPSO, mas com o casco redondo, o que gera maior estabilidade. Sua estabilidade é ainda maior, graças a uma abertura na parte central que permite a entrada da água e reduz a movimentação provocada pelas ondas.

Plataforma TLWP (Tension Leg Wellhead Platform / Plataforma de Pernas Atirantadas): é conhecida como flutuante quase fixa porque flutua, mas tem um sistema de ancoragem com tendões fixos por estacas no fundo do mar. Usada em lâmina d’água de até 1.500 metros.